Após o resultado desapontador no GP da Austrália, onde conquistou apenas um quinto lugar com o italiano Giancarlo Fisichella, o Renault F1 Team está trabalhando para tentar tirar a desvantagem para os rivais em tempo para a próxima corrida, dia 8 de abril, na Malásia.
Em entrevista exclusiva, o engenheiro chefe Pat Symonds comentou um pouco sobre a decepção em Melbourne, além de comparar a atual situação do time em relação ao ano passado, quando liderava de forma absoluta.
Confira o bate-papo:
Pat, alguns dias se passaram desde a corrida em Melbourne. Quais conclusões você tirou do GP?
Acho que a maior surpresa foi a distância para a McLaren e BMW, que está bem maior do que imaginávamos, após a pré-temporada no Bahrein. Com a corrida chegando, percebemos que nosso nível de performance não era o suficiente e a Ferrari está muito à frente. Contudo, acredito que possamos competir contra a BMW e não estamos longe da McLaren em ritmo de corrida. A realidade mostrou que estamos atrás, tanto em treinos quanto na corrida.
Giancarlo fez uma corrida consistente e foi o quinto. Qual sua opinião sobre sua performance?
Giancarlo teve uma corrida muito boa – fez tudo o que esperávamos dele no domingo. Ele teve um pouco de azar com o tráfego durante a segunda parte da corrida e perdeu tempo para a BMW. Mas ele foi agressivo quando precisava, particularmente com Trulli, após seu primeiro pit stop, e se defendeu bem contra o Massa. Acho que ele mostrou um bom rendimento e levou o carro para a posição merecida.
Já a estréia de Heikki foi bem menos empolgante...
É justo dizer que ele estava com o pé atrás desde o início. Os problemas nos treinos livres custaram tempo de pista e isso contribuiu muito para sua posição no grid de largada. Quando você larga lá atrás, você acaba passando boa parte da prova no tráfego e acho que boa parte de seus erros se devem à frustração de largar naquela posição. Ao mesmo tempo que assinamos com ele, concordamos que ele cometeria alguns erros em seu primeiro ano. Vimos alguns deles em Melbourne, mas um dos motivos pelos quais acreditamos nele é o fato de ele ser realista, honesto e inteligente. Sem dúvidas, ele aprendeu com o domingo e acho que isso não se repetirá.
Como a equipe respondeu aos resultados de Melbourne?
De certa forma, não respondemos. A primeira corrida quantificou nosso déficit de performance, mas estamos conscientes de que nosso nível de performance não foi o adequado. Depois, nos focamos durante algumas semanas em descobrir onde está essa falta de performance. Não estamos lidando com a dirigibilidade, já que ambos os pilotos estão com os carros bem equilibrados. Nossa concentração está em tirar o máximo dos pneus, além de desenvolver agressivamente a aerodinâmica do carro.
12 meses atrás, a equipe estava no topo da tabela dos Construtores. Neste ano, vocês estão em quarto lugar. Isso muda a forma de abordagem para as próximas corridas?
Nos últimos anos, a Renault tem sido extremamente bem sucedida em aplicar certos princípios à forma de desenvolver nosso carro e como partimos para a corrida. Além disso, somos honestos e rigorosos conosco. Esta é a hora de aplicar esta honestidade.
A equipe estará na pista em Sepang, na próxima semana. Qual a importância desses três dias de testes? Acho que o peso deste treino é o mesmo dos outros, levando em conta o atual acordo de limitação de testes. Esses dias em Sepang representarão 12,5% do nosso total de testes e pretendemos usá-los da melhor maneira possível. Sabemos que nossa performance não é a ideal e o desafio é continuar com o trabalho e resolver esses problemas.
Fonte: http://www.cluberenault.com.br
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